Oh! A Audrey Hepburn a aprender português!

With all kinds of weather but always with style.


http://www.flickr.com/photos/ronaaa/4174721834/in/gallery-civilon-72157622908345935/

Disturbios obcessivos compulsivos ao Pequeno-almoço.

Ontem, finalmente, e depois de um merecido banho de imersão à diva (com 1/3 do frasco de gel de banho esguichado para dentro da banheira) comecei a ver isto:




Vi 6 segundos. Retrocedi, mais 6 segundos.
Parei de ver e trata de googlar que música era aquela do início do filme. Não parei enquanto o Youtube não começou a tocar aquilo. Várias vezes. Várias versões no filme, instrumental, do Frank Sinatra, Karaoke e até um vídeo com um miudo chinês a tocar em acústico eu papei. Quando senti que já estava bom disto de absorver aquela música continuei a ver.

Já parei de ver o filme para rever cenas praí umas 5 vezes, então de cada vez que o vizinho japonês fala, é certinho! E isto só quer dizer que estou a adorar. Já com os livros é a mesma coisa, uma eternidade para avançar. "Olha que frase espectacular, deixa cá ler outra vez. É mesmo espectacular. Outra vez, pois, é , confirma-se, espectacular". Até que digo para mim: Fi., rapariga, tu avança que assim não vais lá, carrega na porcaria do play e tá quietinha o resto do filme, vira a porcaria da página e deixa de ser obcessiva-compulsiva!



Acabei de ver o "Big Fish". E sim, de chorar que nem uma menina pequena no final.
Como eu gosto destes acasos, da fantasia, da magia das coisas,da beleza da ilusão.
E como eu gosto de histórias de vida.

Sou tão lamechas.

Optimus bailes, baile a pena.

Cheguei agora do meu primeiro mas com certeza não último baile no Clube Ferroviário.
Ambiente espectacular onde o mais nerd, o miudo alternativo, a betinha, os senhores chiques de meia idade, os velhotes lá da zona e eu, nos juntámos para ouvir boa música e dar um pezinho de dança.
A entrada foi uns míseros 5 euros com direito a bebida. No palco: Real Combo Lisbonense, B-Fachada, Ana Bacalhau e o Rui Reininho, com aquele ar sinistro e as gengivas escuras a tentar cantar e a causar-me medo, muito me-do.
E o melhor. Pipocas gratis, yu-hu!
Um baile como deve de ser. Com música de baile (mas daquela clássica, esqueçam os quim barreiros e os malhoas), num salão de baile, a acabar antes da 1 da manhã e até com um bêbedo-que-dança-em-frente-ao-palco-de-forma-estranha-e-até-faz-flexões. E todos sabemos que baile que é baile tem um bêbedo-que-dança-em-frente-ao-palco-de-forma-estranha-e-até-faz-flexões.


Primeiros socorros para a minha vida sexual.

Ando agora num curso de primeiros-socorros que espero seja bem útil para salvar jovens surfistas louros que foram apanhados por qualquer corrente maldosa. Eu, meter-me no mar assim à bruta não meto, mas se eles vierem dar à costa por qualquer motivo, estarei preparada para a respiração boca-a-boca e todo o romance seguinte.
Ah, pelo meio, pode ser que dê jeito para, vá, socorrer pessoas e tipo, salvar vidas, coisas menores.

Estava a explicar à minha mãe toda a técnica do suporte de vida básico, (obrigando o meu irmão a fingir de incosciente para o pôr em posição lateral de segurança) quando ela diz:

- Ah, sim muito bem, então agora tens que aprender a usar um vibrador.
(eu, a fazer uma cara muito estranha: o quê?)
- Sim,sim, tens que usar um vibrador.

Conclusão, o que ela queria dizer era desfibrilador.

Mas o que me ficou a balançar na cabeça foi: A que estado cheguei eu quando a minha própria mãe me recomenda aparelhos electrónicos desses? 

A um estado mau, muuuito maaaaaau.

iPad- Apple atrasa lançamento em Portugal

muito bom! É daqui.


"iPad – Apple atrasa lançamento em Portugal porque ecrã táctil não resiste à saliva do dedo que portugueses molham para mudar página


Posted on 24 November 2010
Está resolvido o mistério em volta do eterno adiamento do lançamento do iPad em Portugal. IVA sabe que a Apple está a tentar resolver um problema técnico exclusivo do utilizador português. “Vamos ter que adaptar o nosso ecrã à realidade portuguesa. Na verdade não estávamos à espera de tantos problemas. Não nos lembrámos deste hábito de pôr o dedo na língua antes de mudar a página. Os nossos ecrãs não têm resistido bem à quantidade de saliva, que ainda por cima é mais ácida do que o normal devido também à pouca higiene oral. Os testes que fizemos com utilizadores portugueses acabaram sempre em curto circuito depois de uso intensivo do aparelho. Para já a solução poderá passar por um iPreservativo para o aparelho. ” – explicou ao IVA o Eng. Esmeraldo da Apple Portugal."

E queria aqui anunciar também fáxavôr,

que isto aqui, que isto aqui,

 está um frio do car***o.

O pior da greve geral.

O pior da greve geral é que eu não posso fazer greve geral porque já estou de folga.
Isto é triste, não há direito.
Uma pessoa não quer trabalhar e já não trabalha. É mesmo pra chatear.

Se calhar vou a pé até ao Rossio, ver o amontoado de população em êxtase.
 Quem sabe não saco umas carteiras, agora que me estou a inteirar dos meandros desta profissão.

Ainda sobre o Starbucks:


Não tive a lata suficiente para chegar perto ao ponto de tirar uma fotografia com qualidade mas eu explico:
No Starbucks está este letreiro que diz: Carteiristas profissionais actuam nesta área.

E eu pergunto: O que raio são carteiristas profissionais? Ou melhor, qual a diferença dos carteiristas profissionais para os amadores?
 Têm Carteira Profissional de Carteirista profissional?
 Descontam para o Estado?
É  a eles que devemos recorrer quando precisamos que nos saquem a carteira com mestria?

:S

Das coisas que gosto em Lisboa,

Num momento estou em casa a passar toalhas a ferro, 20 minutos depois estou nisto:


É destas coisas que me fazem gostar de estar aqui. Apesar de ter pena de não estar na terreola, com o meu irmão que é a criatura mais maravilhosa à face da terra, com os meus avós amorosos e com os pais, e, especialmente, os mimos da mãe.


Hoje passei outra vez pelo Starbucks do Rossio. Qualquer dia, quando tiver a intelectualidade ou a coragem suficientes, ponho-me lá sozinha a ler um qualquer livro, mesmo no centro da cidade, e a fazer de conta que consigo estar muito atenta à leitura e pouco ao que se passa à minha volta.

Acabei por me desgraçar com a colecção da Lanvin. Entrei decidida a não comprar nada e cheguei até a soltar um "Pfffff" enquanto olhava para os vestidos que ainda lá estavam (poucos, que o resto já teria sido levado por um vendaval de fashionistas que por ali teria passado). Eis senão quando, vejo uma saia. E apaixonei-me. Estive ali sem mentir 10 minutos no provador. Levo não levo, ai que só gasto dinheiro, ai que é tão gira, ai que isto anda de crise, mas ai que sou uma gaja independente, quero lá saber não peço nada a ninguém e além disso troquei o carro pelos transportes publicos que sempre é mais uma economia.
E depois de muita ponderação,  muita argumentação interior, acabei por levar. E venero-a. A minha primeira peça de estilista!  :)




Chanel, Dior, preparem-se, que a campónia está-se a pôr!


MEC é o Max.!

Já vou tarde, já vou tarde, dizem uns. Mas antes tarde que nunca. Estou agora, sim, só agora, a descobrir Miguel Esteves Cardoso. Se vou devorar O Amor é Fodido, já li três vezes a crónica abaixo. Não sei se é da tal vaga de desenhos animados do Facebook, com tantas princesas sorridentes e amores felizes para sempre, que me faz ficar assim romanticó-panhonha e gostar tanto desta crónica. Pode ser.



Elogio ao Amor - Miguel Esteves Cardoso, in Expresso

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.




O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.



Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.



Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?



O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.



O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.



O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não."

Os bonecos da minha infância

A recente epidemia do Facebook é parva. Eu vi e achei logo que era parva. Mas aderi. Quilos de nostalgia de desenhos animados em cima e tive que aderir. Daquelas coisas parvas que não gostamos mas acabamos por ter, como as calças à boca de sino ou a gola do pólo para cima.

Os desenhos animados da minha infância são A Navegante da Lua. O episódio dava ás 16.30 na TVI, e eu vinha da escola com o tempo contado para assistir às minhas guerreiras favoritas.
Também tive uma caderneta de cromos, mas, cabeça no ar como sempre, deixei-a na rua e choveu.
 Um drama.
Imitava a Navegante da Lua com mestria: Dois tótós ao alto, uma tiara feita em papel e colada com fita-cola na testa e um ceptro lunar feito com a flauta de bisel. Tinha uma gata branca que se chamava Artemisa e também lhe colava uma lua de papel. A fita-cola não é amiga do pelo felino e a bicha não estava para brincadeiras. Umas arranhadelas mais tarde, já tinha a fiel companheira gata pronta para combater o mal.

Desafortunadamente, na escola eu não era a Navegante da Lua. Fui delegada para a função de Navegante de Mercúrio. Eu não era a mais popular, era antes a menina bem comportada, boazinha e que tirava as boas notas (aka, a tótó). Não gostava. A Navegante de Mercúrio é a marrona que nunca vai às festas porque tem sempre que estudar. Tem o cabelo curto e ainda por cima é azul! E o ataque dela é com bolas de sabão, coisa mais inofensiva. E tem uma voz irritante. Finíiinha e irritante. Pior de tudo, não fica com o Mascarado.

Raios, eu merecia tanto ser a Navegante da Lua. Eu sabia tanto a coreografia da transformação do "pelo poder sagrado do prisma lunar" e sabia tanto como fazer a roda de ataque da tiara e tanto como apontar o ceptro lunar. Eu queria tanto ser a Navegante da Lua. Mas não, era a tótó.
Era injusto!Como se atrevem a estragar assim os sonhos de uma jovem e inocente rapariga? Malvados! Em nome da Lua, vou-vos castigar!